sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CRASE - dica nº 1

Na língua portuguesa, existem 10 classes gramaticais, como sabemos.  Dentre elas, o artigo e a preposição.  

Os artigos definidos são:  O (masculino) e A (feminino).  No plural, OS e AS.  O que vem a ser definido?  Aquilo que sabemos o que é, que tem uma definição.  Quando digo:  esta é a casa de Maria, não estou falando de uma casa (indefinido), de qualquer casa, mas da casa de Maria.  

Dentre as preposições, também encontramos um A, que não se pluraliza e que tem significado semelhante a PARA.  Observe que quando digo "semelhante", esta palavra pede imediatamente uma preposição:  semelhante A quê? Portanto, para haver essa preposição na frase, é necessário que exista, antes dela, uma palavra que a exija, como no caso de "semelhante".  Mas, atenção!  Nem toda preposição A vai determinar a existência da crase.  Apenas quando há, depois dela, o artigo definido A (ou AS, se no plural).

Assim, quando numa frase uma preposição A encontra o artigo definido O, eles se combinam formando AO.  Mas se a preposição A encontra pela frente o artigo definido A, dá-se uma fusão a que denominamos CRASE (A + A = À). É bom frisar que crase não é um acento, mas um sinal diacrítico, ou seja, aquele que é colocado sobre uma letra apenas para alterar seu som, como também o são o til (~) e a cedilha (ç).

Vejamos alguns exemplos, usando a palavra "semelhante": 

Eu tenho um relógio semelhante  A O seu.  Portanto:  Eu tenho um relógio semelhante AO seu.
Eu tenho uma máquina semelhante A A sua.  Portanto:  Eu tenho uma máquina semelhante À sua.

Fácil, não?  

Outros exemplos:

Roberto foi A O teatro com Vanessa.  Portanto:  Roberto foi AO teatro com Vanessa.
AO (combinação da preposição A com o artigo O, ou seja: A + O = AO)  

Roberto foi A  A casa de Vanessa.  Portanto:  Roberto foi À casa de Vanessa.
À (fusão da preposição A com o artigo A - crase:  A + A = À)  

Observação:  se o artigo estiver no plural, a crase irá para o plural:  Os presentes foram entregues ÀS crianças

Pelos exemplos dados, podemos observar uma coisa:  a crase somente acontece diante de palavras FEMININAS!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

contribuição de Vilmar

ANSIEDADE se escreve com S; 
DESDE se escreve JUNTO; 
MENAS não existe; 
SEJE/ESTEJE também não; 
COM CERTEZA e DE REPENTE se escreve SEPARADO; 
MAIS é antônimo de MENOS; 
MAS é sinônimo de PORÉM; 
A GENTE é separado, AGENTE, só secreto; 
COMIGO se escreve JUNTO. 
MIM não conjuga verbo, 
e quando uma coisa não tem relação com outra, elas não têm NADA A VER. 
Se não for INCOMODAR (sim, é com I)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um mínimo de concordância

Para não sairmos falando errado, que tal ficarmos atentos a um mínimo de concordância?

Uma cadeira - duas cadeiraS
Um relógio - quatro relógioS
Comprei um pão e um refrigerante - Conprei dois pãeS e dois refrigeranteS
O aluno foi aprovado - Os alunos foram aprovadoS
Eu vou ao colégio - Nós vamoS ao colégio
Ele está contente - Eles estão contenteS


Apure sua linguagem:  prefira usar NÓS em vez de A GENTE.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Classe não é Função - Prof. Cláudio Moreno

Muito esclarecedora a explicação do Professor Cláudio Moreno em seu site - Sua Língua - a respeito deste assunto.  Confiram:  http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2010/10/11/classe-nao-e-funcao/.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Estar e está - por que a dúvida?

Eu estou
Tu estás
Ele, ela, a empresa, a pessoa, o menino... ESTÁ (3a. pessoa do singular do verbo ESTAR).
Nós estamos
Vós estais
Eles estão

Portanto, use ESTÁ sempre que se tratar da 3a. pessoa do singular.

ESTAR é o verbo no infinitivo.  Seu uso veremos mais adiante.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pronomes Demonstrativos


Um dos assuntos que geram dúvida em Língua Portuguesa é o uso dos pronomes demonstrativos.  Eles indicam posição em relação a tempo, espaço ou ao próprio discurso/texto.  São eles:   este(s)/esta(s)/isto,  esse(s)/essa(s)/isso e aquele(s)/aquela(s)/aquilo.  

Em relação ao texto,  esses pronomes funcionam como elementos de coesão entre o que se está dizendo e o que já se disse ou se vai dizer.  O pronome este e suas flexões (estes, esta, estas) são usados para adiantar o que vai ser dito ou para fazer menção ao que se acabou de dizer, se há algo a ser acrescentando ao que foi dito:
 
- Atualmente, existem muitos problemas no mundo.  Dentre eles, estes são os principais: violência, miséria, corrupção.

- Ele sempre falava entusiasmado sobre as matérias de que mais gostava:  química, matemática e física.  Desta, especialmente.

Note que desta, na segunda frase, refere-se a física, o último elemento citado.

O uso dos demonstrativos em relação aos termos de uma frase:

- Antônio, João e Pedro são três santos da igreja católica festejados no mês de junho. Aquele (Antônio), no dia 13, esse (João) no dia 24 e este (Pedro) no dia 29.

Note que aquele se refere ao que foi mencionado em primeiro lugar, esse, ao que está no meio, e este ao que foi mencionado por último.

Quando nos referimos a apenas dois elementos, o demonstrativo esse não aparece:

- Há vinhos importados mais famosos que os nacionais, no entanto, aqueles [os importados] podem ser muito bons, mas minha preferência é por estes [os nacionais].

O termo estes,  portanto, se refere ao que foi mencionado por último (nacionais) e aqueles ao que foi mencionado primeiro (importados).

Em relação a TEMPO:
- este/esta referem-se a presente: "A estas horas, eu já estaria em São Paulo." 
- esse/essa, referem-se a passado ou futuro próximo:  "Marina veio nesse voo" (passado)
/ "Jorge chegará por esses dias." (futuro próximo)
- aquele/aquela, referem-se a passado remoto: "Fulano nasceu em 1913. Aquela foi uma época..." ou "Naquele ano ..."

Em relação a LUGAR:
- este/esta/isto referem-se ao lugar onde está o falante: "Aqui, neste lugar..."
- esse/essa/isso referem-se ao lugar onde o ouvinte está: "Esse aí é o seu lugar." 
- aquele/aquela/aquilo referem-se a um lugar distante do falante e do ouvinte: 
"Aquela casa lá não está à venda."

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MUITO IMPORTANTE!

Jamais use vírgula para separar o SUJEITO [azul] do PREDICADO [roxo]:

João entregou o relatório.
Carlos, Antenor e Mércia compareceram à reunião.
A casa lilás à beira do lago precisa de reformas.

Note que o núcleo do sujeito está afastado do predicado, mas que não cabe vírgula entre eles.  No exemplo dado, casa é o núcleo do sujeito (e o sujeito é tudo que está em azul).  O que é que precisa de reformas?  A casa lilás à beira do lago.

Jamais use vírgula para separar o PREDICADO [roxo] do OBJETO [verde]:

João entregou o relatório.
Carlos, Antenor e Mércia compareceram à reunião.
A casa lilás à beira do lago precisa de reformas.

O verbo precisar, no exemplo, é transitivo indireto.  Por esta razão, existe a preposição de ligando-o ao objeto (reformas).  A casa precisa de alguma coisa.  De que precisa a casa lilás à beira do lago?  De reformas.

Caso existam dúvidas, fique à vontade para esclarecê-las.